May 2020

Conferência sobre estratégias para o desenvolvimento económico local – 2018

É cada vez mais evidente a necessidade de uma nova economia.
Os dados estão apresentados: o sistema económico atual é insustentável, tanto economica quanto ambientalmente, dizem os especialistas. Os nossos fundamentos económicos provaram serem falsos. Entramos numa arriscada tempestade de desigualdade económica, especulação financeira, esgotamento de recursos e destruição ambiental. Como o provérbio chinês diz: se quisermos mudar de rumo, não podemos seguir a mesma direção que temos percorrido até agora – devemos mudar de direção. É hora de mudanças no sistema económico.

Esta conferência foi um ponto de encontro de pessoas e instituições que procuram novas soluções e modelos socio-económicos centrados nas pessoas e no planeta, com uma perspectiva local e global. A conferência apresentou novos exemplos de democracia económica, desenvolvimento de economias locais resilientes, cooperativas geridas pelos trabalhadores ou produtores, empreendimentos sociais e ambientais, etc.

Oradores:

Dia 8 de Maio – Terça

1º Liderança Local para o Desenvolvimento Inclusivo (9.15 – 10.45 hrs):

a) Matthew Jackson – Centre for Local Economic Strategies CLES – Preston Model – Reino Unido (cles.org.uk).

b) Projecto PROVE – ADREPES – Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal.

c) Projecto Agri-Urban – Fundão.

2º Da Competição à Cooperação: Nova Visão para a Sociedade (11.15 – 12.45 hrs);

a) Roar Bjonnes – Autor do livro “Growing a New Economy – Beyond Crisis Capitalism and Environemtal Destruction”.

b) Prof. André Barata – UBI.

c) Prof. Ana Leonor Santos – UBI

Cine/Debate (14.30 – 15.45 hrs)

Networking (15.35 – 16.15 hrs)

3º Banca Ética e Finanças Sociais (16.25-17.55 hrs)

a) FESCOOP – Banca Ética.

b) Empowertolive – Financiamentos Alternativos.

c) José Pinto – ISEG – Moedas Locais.

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Dia 9 de Maio – Quarta

4º Democracia Económica: As cooperativas (9.15-10.45 hrs)

a) Mikel Lezamiz – Rede de Cooperativas Mondragon (País Basco – Espanha).

b) Cooperativa Copérnico (Energias Renováveis).

c) Cooperativa de Olivicultores do Fundão.

5º Nova Visão para a Beira Interior: Os Municípios e o Desenvolvimento Local (11.15 – 12.45 hrs)

a) Covilhã

b) Fundão

c) Idanha a Nova

Momento EDEA – Ações Futuras (14.30 – 15.35 hrs)

6º Empresas Privadas com responsabilidade Social e/ou Ambiental (16.00 – 17.30 hrs).

a) Sementes Vivas- Living Seeds – Idanha.

b) Colégio Um Dó Li Tá.

c) Academia de Código

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Oportunidades de voluntariado

Oportunidades de voluntariado

Grande parte do trabalho do PRIP é desenvolvido por uma equipa de voluntários que trabalha incansavelmente para propagar as ideias e os valores que consideramos absolutamente vitais para uma sociedade saudável e próspera. Assim, estamos sempre à procura de pessoas que queiram disponibilizar o seu tempo para nos ajudar.

Neste momento precisamos:

  • Tradutores
  • Gestor de redes sociais
  • Planeador de eventos
  • Project Manager
  • Fundraiser

Se tiveres outro interesse ou ideia para além daquilo aqui listado, contacta-nos em info@prip.pt.

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Emprego

O emprego constitui a principal estratégia de Prout para distribuir riqueza entre os indivíduos e garantir que eles possam comprar os bens e serviços necessários para as suas necessidades básicas e para o seu desenvolvimento integral. Excepto aqueles com necessidades especiais e incapazes de trabalhar, todos os adultos saudáveis ​​devem ter acesso a empregos com salários decentes.

Prout considera que economias assistêncialistas, que dependem do apoio público e / ou caridade privada para fornecerem à sua população as necessidades básicas, como basicamente defeituosas. Por meio de um planeamento económico adequado e escalas de remuneração equitativas, oportunidades de emprego podem ser criadas. O planeamento pode exigir a criação de empresas de trabalho intensivo nos estágios iniciais, bem como a redução das horas de trabalho posteriormente, à medida que o ritmo de automação aumenta. A remuneração será assegurada através do extenso sistema de cooperativas de Prout, que será responsável pela maior parte da produção na economia. A estrutura de propriedade coletiva das cooperativas está associada a uma distribuição equitativa de salários e lucros, resultando em melhores padrões de vida para seus trabalhadores.

Além disso, as regiões económicas que planeam 100% de emprego devem visar a criação de empregos para os residentes locais que gastam a maior parte dos seus salários e lucros localmente. As populações não locais tendem a extrair a riqueza que acumulam da economia local, enfraquecendo a capacidade da região de crescer e criar empregos.

Cortesia de: Prout Global

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Economia local

Hoje, a concentração de riqueza nas mãos de uns poucos cria uma série de problemas sociais, de saúde e económicos. Indivíduos extremamente ricos e grandes corporações multinacionais adquiriram poder económico suficiente para suprimir a concorrência e controlar os mercados para beneficiar os seus próprios interesses.

Para reverter essa tendência, Prout apoia a política de descentralização económica, para que a população local ganhe controlo sobre seus destinos económicos e a riqueza seja distribuída de maneira mais equitativa. Essas economias locais prósperas e auto-suficientes formam a base do sistema socioeconómico de Prout.
Descentralizar a economia implica:

  1. controlo local do planeamento económico,
  2. produção principalmente para consumo local,
  3. produção e distribuição gerenciadas por cooperativas locais incorporadas na comunidade,
  4. contratação direcionada aos residentes locais por forma a obter pleno emprego, e
  5. a eliminação gradual de todos os produtos e serviços não locais.

Através de uma descentralização extensa e intensiva, as localidades tornam-se mais auto-suficientes e criam riqueza para seus residentes. A implementação da descentralização variará de acordo com a eficiência económica – por exemplo, embora a maior parte da produção de alimentos possa ser feita localmente, uma fábrica de produção regional seria mais prática para, por exemplo, a fabricação de carros e outras indústrias de grande escala.

Cortesia de: Prout Global

Maheshvara PachecoEconomia local
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Impostos

Historicamente, os impostos têm sido vistos como um “mal necessário” para financiar o governo. Eles são difíceis de colectar, exacerbam as desigualdades na sociedade e incentivam a uma série de atividades ilegais. Nos tempos modernos, os impostos sobre rendimentos pessoais são particularmente severos, pois reduzem directamente o salário de um indivíduo.

Prout sugere a eliminação dos impostos sobre rendimentos e substitui-os por um imposto sobre a produção, cobrado no ponto de produção. Os produtores de bens ou serviços pagariam um imposto antes do seu produto ser comprado pelo consumidor. Embora a política de descentralização de Prout reduzisse bastante a necessidade de importação, todos os produtos importados estariam sujeitos a um imposto de importação a ser pago pelo importador antes de ficar disponível para os consumidores.

O imposto sobre a produção seria cobrado progressivamente, de modo a que as mercadorias essenciais sejam tributadas menos que bens não-essenciais. Dessa forma, aqueles que optarem por gastar mais dos seus rendimentos em produtos não-essenciais pagariam preços mais altos devido a taxas de impostos mais altas. O sistema de tributação de Prout seria muito mais simples de manter, tornaria a colecta tributária mais eficiente, reduziria a evasão ao fisco e colocaria mais carga tributária sobre aqueles dispostos a pagar mais por bens e serviços de luxo.

Cortesia de: Prout Global

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Desigualdade

O capitalismo, especialmente na sua forma actual de capitalismo corporativo [existem outros tipos?], facilita a concentração de riqueza em alguns indivíduos poderosos e entidades empresariais. Devido à herança, tributação ineficaz ou regressiva sobre a riqueza, salários deflaccionados e diferentes formas de exploração económica e social, os ricos vêm ganhando maior controlo sobre o capital e a riqueza, resultando em disparidades cada vez maiores. Segundo analistas da Credit Suisse, uma instituição financeira global, 1% dos mais ricos do mundo agora possuem mais da metade de toda a riquesa global.

Para criar maior equidade económica que aumentará o acesso de todos a salários decentes e aumento do nível de vida, Prout propõe um limite para o excesso de acumulação de riqueza. Isso serviria como um tecto para a riqueza, a ser determinado pela sociedade coletivamente (e provavelmente imposto pelo governo) e variaria ao longo do tempo de acordo com as necessidades e possibilidades de cada sociedade. Esse tecto de riqueza seria alto o suficiente para que indivíduos altamente produtivos pudessem adquirir amenidades adequadas, mas não tão altos que inibissem o desenvolvimento da economia através da acumulação de grandes quantidades de riqueza. Também ajudaria as pessoas ricas a utilizar a sua energia para o desenvolvimento das suas potencialidades intelectuais, artísticas e espirituais, não gastando tanto para a acumulação de riquesa.

Cortesia de: Prout Global

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Mercados

Uma economia de mercado depende da interação entre a oferta e a procura para determinar como o capital é investido, o que é produzido e como os preços são estabelecidos. Por exemplo, quando há muita oferta de um produto, os vendedores do produto tendem a investir menos capital na produção ou compra e reduzir seus preços para vender o excesso de stock que possuem. Por outro lado, quando há muita procura por um produto e pouco stock, os preços provavelmente subirão devido à sua escassez e mais capital poderá ser alocado para aumentar sua produção. Esta é uma imagem simples de como a oferta e a procura operam num mercado aberto.

Embora teoricamente deva haver pouca ou nenhuma interferência do governo na operação de tais mercados (daí o termo “mercados livres”), a maioria das economias do mundo regula seus mercados em certa medida por meio de políticas e regulamentos diferentes. Seja devido à manipulação de forças económicas poderosas ou à intervenção governamental defeituosa, crises de mercado ocorrem, que resultam em disparidades económicas prejudiciais, problemas sociais e degradação ambiental.

Por meio das suas políticas de democracia económica, Prout evita crises de mercado ao descentralizar a economia e empodera localidades e regiões com a tarefa de se desenvolverem economicamente. Essa abordagem não sobrecarrega a economia com controles de preços e planeamento centralizado, nem permite que agentes económicos não locais, como grandes corporações, dominem o mercado para seu próprio lucro. Em vez disso, as localidades são capazes de atender às necessidades locais usando mecanismos de mercado para atender ao consumo local. Através de um planeamento económico local, as comunidades podem atender às suas necessidades actuais e futuras, garantindo o fornecimento necessário de bens e serviços e, ao mesmo tempo,  respeitando as condições sociais e ambientais.

Cortesia de: Prout Global

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Socialismo

Socialismo é um termo abrangente que se refere a uma variedade de teorias económicas, políticas e sociais. A maioria contrasta com o capitalismo, opondo-se à propriedade privada, às relações competitivas e aos mercados livres e sem restrições. Dentro do pensamento socialista, existem diferenças em relação ao facto de quanto o governo deve controlar a economia, se o governo deve controlar a economia de todo, e se a trancisão para o socialismo deve ser implementado por meio de reformas ou revoluções.

Prout, muitas vezes caracterizado como “socialismo progressivo”, fornece um sistema único e integrado que se alinha às abordagens socialistas, mas também difere em aspectos importantes. Em relação à propriedade, Prout cria uma estrutura económica de três níveis, que permite a propriedade privada de pequenas empresas, a fim de estimular a inovação. No entanto, a maior parte da atividade económica de médio e grande porte é controlada por cooperativas independentes, juntamente com as principais indústrias estatais. Por meio da descentralização económica, Prout substitui o planeamento centralizado a nível nacional pelo controlo local dos mercados, a fim de criar autossuficiência e riqueza locais.

Enquanto o socialismo está essencialmente preocupado em fornecer aos seres humanos bem-estar material, os valores de Prout são baseados em valores neo-humanistas universais, que vêem a economia como um meio de apoiar não apenas a vida humana, mas também de proteger o mundo natural. É uma abordagem ecológica que respeita os direitos não negociáveis ​​da Natureza.

Prout, portanto, incorpora características úteis do capitalismo de pequena escala e do socialismo, enquanto, ao mesmo tempo, transcende ambos.

Cortesia de: Prout Global

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Espiritualidade

A filosofia subjacente de Prout é fundamentalmente de natureza espiritual, não porque subscreve a uma visão religiosa específica, mas porque reconhece a unidade inerente de toda a vida e a essência espiritual no âmago de todos os seres. Essa visão espiritual também reconhece a convergência entre consciência e matéria, criando uma rede viva na qual os humanos se devem esforçar para coexistir em harmonia.

Os seres humanos não são apenas seres físicos e mentais, mas também espirituais. O planeamento político e económico deve, portanto, reconhecer essas três dimensões da vida. A espiritualidade engloba a racionalidade, os valores universais e a ciência, e não deve ser confundida com nenhum domínio religioso específico. A espiritualidade pode ser descrita como a sabedoria universal no centro de todas as religiões.

A visão de Prout apoia a humanidade no alcançe do progresso, não apenas na esfera material ou mental, mas no alcançe da felicidade interior através da auto-realização a nível espiritual. A sua estrutura económica e social foi desenvolvida para atender às necessidades básicas das pessoas, permitindo que elas se concentrem no desenvolvimento de qualidades de amor, compaixão e igualdade entre si e com o mundo natural.

Cortesia de: Prout Global

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Sustentabilidade

Sustentabilidade refere-se à capacidade dos sistemas de se “sustentarem” ou resistirem ao longo do tempo. Desde a década de 1980, entidades públicas e privadas em todo o mundo adoptaram o caminho do ‘desenvolvimento sustentável’, onde os sistemas humanos avançam de maneira a atender às necessidades actuais e futuras da humanidade. Esses esforços incluem equilibrar o desenvolvimento económico com o desenvolvimento social e a proteção ambiental – uma abordagem de “triple bottom-line“. Infelizmente, o progresso em direção à sustentabilidade nos últimos 30 anos foi limitado, devido à ganância insustentável do capitalismo, independentemente dos custos sociais e ambientais.

A sustentabilidade só pode ser alcançada substituindo o capitalismo por um sistema socioeconômico mais humano, holístico, ambientalmente sensível e dinâmico. Prout aborda a sustentabilidade das seguintes maneiras:

  • Adota um sistema de valores universal, o neo-humanismo (ou universalismo), que se baseia no respeito por todos os seres vivos, bem como a todo o mundo inanimado.

  • Utiliza ao máximo recursos materiais e humanos por meio de conhecimento e know-how, a fim de atender às necessidades de uma população em crescimento, respeitando a capacidade dos recursos.

  • Descentraliza a economia para que as comunidades possam planear as suas economias de uma maneira que seja mais sensível às necessidades locais, utilização adequada de recursos e proteção ambiental.

  • Incentiva a elevação das actividades humanas, da satisfação material para a expansão mental e realização espiritual. À medida que os humanos evoluem para necessidades e interesses mais subtis, haverá menos procura a por recursos físicos limitados.

Cortesia de: Prout Global

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