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Princípio 3 – Deve haver a máxima utilização das potencialidades físicas, intelectuais e espirituais do indivíduo e do coletivo

Enquanto o segundo princípio identifica a gama de recursos que existem e defende a sua máxima utilização e a sua distribuição racional. Mas só os seres humanos podem utilizá-los para produzir objetos ou criar serviços úteis. Assim o terceiro princípio defende que devemos utilizar ao máximo o potencial humano, quer a nível individual, quer a nível coletivo. Neste princípio está implícito uma inter-relação, em que indivíduos saudáveis criam um coletivo são e vice-versa.

Historicamente temos regimes políticos que beneficiaram a ideia de um coletivo em detrimento do atendimento das necessidades mínimas individuais, vários países comunistas são exemplo. Por outro lado, há casos de interesses individuais a suplantar o coletivo, abrindo caminho para que um pequeno grupo de privilegiados tenha uma vida muito acima da média da sociedade. Nenhuma destas situações deve ser encorajada, pois o potencial humano terá muita dificuldade em expressar-se nestes contextos.

O desenvolvimento do potencial máximo dos indivíduos requer uma boa educação, oportunidades concretas para a aplicação dos conhecimentos adquiridos e uma base económica adequada. Infelizmente muitas países veem a educação como um custo e não como investimento, defendendo cortes orçamentais para conter défices e aplicando políticas de cortes fiscais para os mais ricos, para que possam fazer os investimentos na economia. Só com trabalhadores educados a economia poderá ser mais produtiva e criar assim mais prosperidade.

Este princípio fala em maximizar o potencial físico, intelectual e espiritual, como fazer? Nesta época tecnológica um conjunto de equipamentos existem que permitem potenciar a força física, como tratores, caminhões, etc. A nível intelectual o investimento na educação é essencial para que o conhecimento seja depois aplicado para benefício da sociedade. O desenvolvimento espiritual é conseguido quando atingimos níveis de paz interior, um estado de quietude para além dos pensamentos e das emoções.

A cooperação entre indivíduos e as suas Instituições permite sermos mais eficientes nas tarefas a desempenhar. Resumindo, o desenvolvimento dos potenciais individuais e coletivos é um ingrediente primordial para o funcionamento do segundo princípio e criar sociedades em que os recursos possam ser utilizados para o benefício de todos.

Recordamos que estes princípios irão guiar a seleção de políticas para alcançar um mundo melhor, de acordo com a visão Neo humanista. Em artigos futuros iremos também analisar porque Portugal falhou em criar uma sociedade desenvolvida e o que podemos fazer hoje para mudar. Estes princípios guiarão essa análise bem como a seleção de políticas neste contexto histórico para o caso português.

Francisco Dinis – Membro da equipa do Prout Research Institute de Portugal

(ilustração: @sarar.pela.arte)

Shanti AgostinhoPrincípio 3 – Deve haver a máxima utilização das potencialidades físicas, intelectuais e espirituais do indivíduo e do coletivo
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2º Princípio de Prout – Deve haver a máxima utilização e distribuição racional dos recursos materiais, intelectuais e espirituais

Este artigo foi construído com extratos de textos do livro “Despertar para uma Nova Economia”, de Roar Bjonnes e Caroline Hargreaves.

            Limitar a acumulação de riqueza é vital para garantir a todos os indivíduos as condições mínimas de vida. Contudo, a menos que que se crie riqueza suficiente para satisfazer as necessidades de todos, a  limitação da acumulação não é suficiente. O segundo Principio aborda esta questão. Primeiro advoga a necessidade da máxima utilização dos recursos e depois afirma que estes recursos devem ser distribuídos racionalmente.

            Que tipo de recursos existem?

            1º – Materiais, incluem terra, água, minerais, energia, entre outros dentro da categorias recursos materiais naturais. Também são incluídos os recursos materiais que foram transformados pela atividade humana como fábricas, quintas, carros, navios, etc. O segundo Principio declara que todos devem ser utilizados ao máximo, o que significa que por exemplo os minerais devem ser extraídos eficientemente e transformados em artigos úteis com o mínimo de desperdício; que a capacidade produtiva não deverão ser mantidas ociosas. Durante a utilização dos recursos, deve ser utilizada a mais recente tecnologia apropriada.

            2º – Recursos intelectuais ou imateriais são ideias, conhecimentos e know how. Também incluem todas as expressões artísticas. Na realidade a própria mente humana é um recurso imaterial. Sem recursos intelectuais é impossível utilizar os recursos materiais, já que o próprio processo de utilização é um conceito intelectual. Os recursos intelectuais são diferentes dos materiais na medida que não diminuem quando são utilizados. Quanto mais os recursos intelectuais são distribuídos, mais valor mais valor eles produzem. Quando mais educada for uma sociedade, maior será o seu potencial de prosperidade social, cultural e económica.

            3º – Recursos espirituais. Todas as culturas e religiões reconhecem uma realidade além do mundo material, que é fonte de força, inspiração e ânimo para os indivíduos. Os recursos espirituais incluem escritos edificantes, educação ética, práticas espirituais de vários tipos, contacto e momentos de aprendizagem com pessoas conectadas com essa realidade transcendental. Algumas personagens místicas históricas que contribuíram espiritualmente e culturalmente, como o Rumi, no Irão e Santa Teresa de Ávila, na Península Ibérica.

            A máxima utilização está relacionada com a distribuição racional. É impossível utilizar ao máximo alguma coisa se ela não for devidamente distribuída. A distribuição racional significa:

            a) Reservar recursos suficientes para a produção futura;

            b) Fornecer a todos os seres humanos os requisitos mínimos, produzindo quantidades suficientes de bens de primeira necessidade a preços acessíveis.

            c) Proporcionar regalias especiais às pessoas que contribuem muito para a sociedade.

            A utilização máxima está também relacionada com o conceito de utilização eficiente. Se algo for utilizado de forma ineficiente, haverá desperdício e ficamos aquém da utilização máxima.

            As ineficiências da economia atual são enormes. Por exemplo, a maioria dos investidores prefere especular do que realizar investimentos produtivos, assim são desviados para a especulação 95% de todos os investimentos. A especulação não acrescenta qualquer valor nem produz nada. É uma economia parasitária que se alimenta da economia real e produtiva. Assim, 95% de todos os investimentos que deveriam ser fonte de carecimento económico são completamente desperdiçados.

            A pobreza não só priva as pessoas de necessidades materiais como também as impede de desenvolver as suas próprias potencialidades. Sem educação e saúde apropriadas, as pessoas tornam-se em fardos em vez de recursos. Se todos os seres humanos tivessem acesso à educação, à saúde, à alimentação e a outros recursos para desenvolver os seus potenciais inatos, seriam capazes de contribuir imensamente para a sociedade e assim aumentar a riqueza coletiva além do que consomem. Manter a maioria na pobreza, enquanto que uma minoria vive no luxo é um falhanço moral e um desperdício.

            Com estas noções sobre os recursos, estamos prontos para aceder ao terceiro Principio, que está relacionado com o potencial dos seres humanos, que de facto conjugam todas as categorias de recursos disponíveis para a produção de coisas com valor para a sociedade, falaremos dele no próximo artigo.

Francisco Dinis – Membro da equipa do Prout Research Institute de Portugal

Shanti Agostinho2º Princípio de Prout – Deve haver a máxima utilização e distribuição racional dos recursos materiais, intelectuais e espirituais
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1º Princípio de Prout – Não deve ser permitida a acumulação de riqueza, sem a permissão da sociedade

Relembrar que estes Princípios são orientações, que guiam políticas, para alcançar uma sociedade de abundância para todos. E se é esse o nosso objetivo, o crescimento da riqueza individual ilimitada é um obstáculo a isso. Uma parte das pessoas foge da análise desta ideia instintivamente porque vivem na fantasia de que devido à sua inteligência e esforço poderão ser um dia um Bill Gates, um Steve Jobs, etc, com alguns a justificar que com esse dinheiro “vão fazer coisas boas para todos”. Tudo muito bem quando falamos de escalas pequenas, no entanto, a acumulação exagerada de riqueza nas mãos de alguns afeta negativamente o próprio crescimento da economia real e outras consequências não positivas para a sociedade, a apresentar neste texto. A acumulação de riqueza sim, mas num modelo de descentralização e de democracia económica, como o apresentado por Prout. 

Quando falamos de limitação de riqueza individual, há dois aspetos a ter em consideração. Um é estabelecer um limite ao rendimento; o outro é estabelecer um teto à quantidade de riqueza que uma pessoa pode acumular. Quando consideramos limites máximos ao rendimento, devemos também observar duas categorias: o rendimento do trabalho e aquele que é obtido por ser titular do capital. O primeiro princípio engloba todas estas formas de riqueza. 

Para deixar claro sobre a diferença entre riqueza e rendimento, podemos dizer que a primeira são ativos materiais (casas, carros, fábricas, etc) que uma pessoa, agregado familiar ou instituição possui. O rendimento é o montante total do valor monetário ganho durante um determinado período, um fluxo monetário. 

Thomas Picketty no seu livro “Capital in the 21st Century” tenta responder à questão, se a estrutura do capitalismo elimina a desigualdade económica ou a reforça? Existe uma crença entre os economistas em que o capitalismo reduziria a desigualdade, entre os ricos e os pobres, no longo prazo. 

Na ciência económica a hipótese das curvas de Kuznets sugere que a desigualdade cresce quando os países iniciam processos de industrialização, mas depois cai. Piketty discorda, dizendo que o capitalismo cria mais disparidade económica. Estas diferentes conclusões podem ser justificadas pelas épocas dos dados analisados, as curvas de Kuznets foram construídas com dados de riqueza e rendimento recolhidos dos finais do século XIX e princípios do século XX. Piketty usou dados do século XIX até ao início do século XXI, uma série temporal mais ampla. 

Piketty observou que ao longo da história o retorno do capital – significa lucros ou juros ganhos em investimentos financeiros – geralmente excede o crescimento global de toda a economia. Os retornos de capital mantiveram-se relativamente constantes à volta de 5% para quem possuía ouro, ações, terras ou investimentos. O crescimento da economia ao longo dos séculos anteriores rondou sempre pouco mais do que 0%, excetuando se os 2 últimos séculos, com crescimento anual a rondar o 1 e 2 %. 

Vamos ver um exemplo hipotético entre duas personagens: a Vera e o Bruno. Ambos têm um rendimento anual igual de 20.000 euros, que gastam praticamente tudo com as suas despesas familiares. No entanto, a Vera herdou 10 milhões de euros, assim aplicando a média anual de rendimento de capital, todos os anos ela tem 500 mil euros disponíveis. Ao fim de 10 anos a Vera poderá acumular até um total de 15 milhões de euros e o Bruno, por muito que trabalhe, terá a hipótese de em 10 anos acumular alguns milhares de euros. Os proveitos económicos deste sistema tendem a ficar nas mãos dos grandes proprietários, não porque fazem alguma coisa extraordinária no mundo económico, mas apenas por serem proprietários. Uma coisa é ser empreendedor, outra coisa é ser herdeiro de fortunas. 

Neste link de acesso aos dados da Reserva Federal Americana (ver https://www.federalreserve.gov/releases/z1/dataviz/dfa/distribute/table/) podemos observar a distribuição da riqueza entre os Top 1 % e o conjunto de 50% da população com menos rendimento, desde dos anos 80 do século passado. É visível o crescimento do fosso entre os super ricos e os mais pobres, numa sociedade que se industrializou há muito tempo. 

Outra questão, a riqueza acumulada em excesso raramente é utilizada de forma produtiva, acabando no mundo da especulação e do jogo. A maior parte do dinheiro é utilizado em atividades especulativas, focadas na acumulação de dinheiro no curto prazo, sem benefícios tangíveis para a sociedade. O dinheiro é um recurso, que deve ser usado de forma eficiente para a sociedade e não pode ser desviado da economia real. 

A acumulação de riquezas nas mãos de alguns e o poder económico inerente não é bom para o desenvolvimento de uma economia harmoniosa, onde todos possam sentir que as suas necessidades estão a ser atendidas e poderem viver uma vida digna e com tempo para outras atividades como seres humanos. 

Como o sistema não resulta no longo prazo, a economia acaba por apresentar crises cíclicas, para sofrimento de uma grande parte da população, com o desemprego, com a falta de rendimentos dignos e o recurso ao Estado acaba por acontecer muitas vezes para salvar o capitalismo, com transferências de dinheiro fora dos mecanismos do mercado. 

A qualidade na vida pública é aferida por um sistema de governo com partilha do poder e a sua fiscalização (“Check and Balances”), que teoricamente seria conseguido pela democracia política, para que através da discussão bem fundamentada fossem tomadas as melhores decisões para a sociedade num determinado momento. Contudo o poder económico de alguns pode capturar o processo de decisão público e os caminhos a seguir acabam por beneficiar os seus interesses e não das pessoas como um todo. As estatísticas demonstram que para ser eleito para o congresso dos EUA é necessário que o candidato tenha mais dinheiro para a sua campanha, do que os restantes. E 65 % dos fundos são provenientes de 1% dos mais ricos da sociedade norte-americana. Assim quem está com o poder de tomar decisões que regulam a sociedade está desde logo comprometido com alguns interesses particulares. 

A limitação à acumulação de riqueza, sem o consentimento da sociedade, é um requisito para a construção de uma economia mais equilibrada, mais ecológica e mais justa. Deste Princípio nascem então um conjunto de políticas que ajudam a alcançar este objetivo. Em futuros artigos analisaremos estas e quais as que devem ser implementadas. 

Francisco Dinis, Membro da Equipa do “Prout Research Institute Portugal” 

Shanti Agostinho1º Princípio de Prout – Não deve ser permitida a acumulação de riqueza, sem a permissão da sociedade
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A necessidade de uma nova Economia – Os 5 Princípios Orientadores de Prout 

Este artigo foi construído com excertos do Livro “Despertar para uma Nova Economia” de Roar Bjonnes e Caroline Hargreaves e é uma introdução a uma série de artigos a publicar sobre os 5 Princípios Fundamentais de Prout.

  O capitalismo está “entubado” numa Unidade de Cuidados Intensivos, para mais uma tentativa de reanimação, após as graves insuficiências demonstradas. Devido às consequências deste sistema económico, como a destruição da natureza, a casa que nos suporta enquanto espécie e as disparidades não racionais na distribuição da riqueza criada, precisamos de despertar para uma nova economia com novas estruturas, num sistema para além do capitalismo.

 A economia é uma ciência social, não se deve limitar a descrever a realidade atual tal como ela é, mas também deve incluir a nossa vontade do que desejamos que venha a ser a realidade. Primeiro temos que decidir em que sociedade queremos viver e depois criar leis e estruturas para trazer esse mundo à existência. Filosofia, Política e Economia são potenciais ferramentas de construção de mundo e não de sistemas subservientes a interesses particulares, nem devem ser utilizadas para meros gestores do status quo, principalmente quando este não dá respostas às necessidades das pessoas. 

 Pretendemos o quê? Um mundo de direitos iguais para todos, com uma parte justa dos recursos para cada, com oportunidades de desenvolvimento pessoal ou um mundo de privilegiados à custa de de mecanismos de supressão e de exploração dos outros?

 Muitos escritores e filósofos propuseram desenvolver uma sociedade mais justa, mas não apresentaram um sistema político e económico coerente. Por exemplo, Karl Marx deixou um espaço vazio entre os seus ideais socialistas/comunistas e os meios para alcançar. Como seria o futuro de uma economia socialista/comunista? Como se daria a transição para um Estado socialista/comunista? Existe pouco investimento de Marx para responder a estas questões, parece que ele assumiu que a simples exposição e a compreensão dos males do capitalismo seriam suficientes para que um novo sistema emergisse, quase que por artes mágicas.

Um leque variado de economistas contemporâneos em diferentes áreas, como no socialismo e na economia verde, estão de acordo que o atual sistema é insuficiente e são necessárias reformas profundas:

Economistas críticos do sistema Capitalista:

 – Thomas Piketty

– Eric Reinert

 – Ha-Joon Chang

Economistas Verde:

 – E.F. Schumacher

– Herman Daily

Mas tem havido poucas propostas de modelos económicos para substituir o atual. Uma destas propostas raras é apresentado pelo filosofo indiano PR Sarkar na sua Teoria de Utilização Progressiva, que combina o melhor do capitalismo com o socialismo, definindo uma nova base de valores e muitas novas características económicas para além dos sistemas referidos.

Para fazer crescer uma nova economia, devemos ter uma nova visão da sociedade em que queremos viver. Perante esta visão devemos criar mecanismos, políticas e regulamentos para a sua construção. A visão de Sarkar é clara: um lugar de cooperação mutua onde cada indivíduo tem oportunidade de desenvolver o seu potencial máximo em todas as esferas da existência – física, mental e espiritual.

Foi idealizado um mundo onde as necessidades físicas de todos são garantidas pela sociedade, mas em troca cada indivíduo é obrigado a contribuir, de acordo com a sua capacidade, na construção desse mundo.

 Embora a decisão de fornecer os requisitos mínimos a todos os membros da sociedade possa ser considerada ética ou política, a capacidade de cumprir essas promessas está sob a esfera da economia. O sistema económica proposto por Sarkar foi cristalizado em 5 princípios fundamentais. São simples e profundos, no entanto nenhum destes princípios é aplicado no campo da economia. Os próximos artigos serão uma síntese destes.

Estes princípios fundamentais são regras básicas para a sociedade viver. Eles representam as ideias gerais necessárias a uma economia equilibrada, mas não são políticas, porque estas mudam. Pelo contrário, são fórmulas económicas gerais, princípios de ampla visão, dos quais emergirão políticas económicas concretas. Em vários momentos e condições, estes princípios podem ser implementadas de maneira diferente.

            Quais são estes princípios a serem abordados nos próximos artigos?

                        1. Não deve ser permitida a acumulação de riqueza, sem permissão da sociedade

                        2. Deva haver a máxima utilização e distribuição racional dos recursos materiais, intelectuais e espirituais.

                        3. Deve haver a máxima utilização das potencialidades físicas, intelectuais e  espirituais do indivíduo e do coletivo.

                        4. Deve haver um ajustamento equilibrado entre as utilizações físicas, intelectuais e  espirituais.

                        5. As utilizações dos recursos devem variar de acordo com as mudanças no tempo, espaço e pessoa; as utilizações devem ser progressivas.

Francisco Dinis

Membro da equipa de Prout Research Institute de Portugal

Shanti AgostinhoA necessidade de uma nova Economia – Os 5 Princípios Orientadores de Prout 
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Plano de Desenvolvimento Regional da Cova da Beira

A necessidade de um planeamento local racional e fundamentado para cada região está a tornar-se cada vez mais evidente para que possamos alcançar um desenvolvimento sustentável global, que garanta o bem-estar de todos. 

            Todo o conceito de globalização económica está ser minado por eventos históricos de evidenciam a fragilidade da estrutura, com as ruturas das cadeias logísticas de produção e distribuição, com a situação de guerra afetando o sector de energia e da produção alimentar, com aumento de desigualdades económicas dentro de diferentes sociedade e entre regiões. A necessidade de criação de regiões resilientes, com capacidade de resistir a choques provenientes do exterior, está sobre a mesa.

            Desde 2020 o Prip está a preparar o terreno para um processo participativo para criar um plano de desenvolvimento integral para a Cova da Beira (Belmonte, Covilhã e Fundão), que irá progressivamente utilizar e valorizar os recursos endógenos da região, tanto humanos como naturais, e que permitirá o despoletar de ações concretas para impulsionar a economia local, aumentar o nível e a qualidade de vida da população residente e elevar a resiliência económica regional.

            Este será um processo de planeamento que depende do envolvimento da comunidade local, pelo que se destina a incluir instituições governamentais (municípios) e não governamentais de várias esferas (empresarial, cooperativas, educacional, social, cultural, saúde, etc.). Este processo participativo será a base para a construção de soluções  emergentes e a força motriz para a implementação de ações que visam a resiliência da Cova da Beira .

            Do trabalho coletivo surgirão propostas que pretendem servir de soluções práticas para os problemas sociais e económicos vividos pela população da Cova da Beira e assim promover o desenvolvimento desta bio-região.

Metodologia

            O trabalho envolve 4 fases a saber:

Fase 1 Recolha de Dados

            Recolha de dados estatísticos a nível nacional, regional e local e enquadramento a nível europeu;

            Resumo dos dados sobre a região e conclusões iniciais;

            Envolvimento da comunidade, organizações governamentais e não governamentais locais, líderes locais, etc;

            Entrevistas às partes interessadas;

Fase 2 Análise de Dados

            Compilação e revisão de dados estatísticos com base nos resultados da entrevista

Fase 3 Planeamento/ Criação de propostas 

            Criação da “visão da Cova da Beira

            Dar prioridade às soluções a serem trabalhadas; 

            Formulação de estratégias, ações concretas, projetos, políticas, etc., para o desenvolvimento da região da Cova da Beira, por grupos de trabalho;

            Enquadramento da estratégia do Plano de Desenvolvimento Regional (PDR), dentro de uma visão ampla;

Fase 4 Implementação de ações

            Os grupos trabalham em ações/projetos concretos que põem em prática as propostas apresentadas;

            Acompanhamento dos trabalhos em sessões plenárias coletivas;

            Relato dos resultados do PDR;

            Estas fases não são estanques, a sequência de uma fase para a seguinte não é linear e o que acontece exatamente em cada fase será definido pelo conjunto de intervenientes. Estamos atualmente na fase 2 ao terminarmos a revisão da primeira ronda de entrevistas, e ao mesmo tempo continuamos com mais entrevistas e contactos com as partes interessadas que queiram aderir e estar envolvidas no PDR.

Entrevistas às partes interessadas 

            Nas entrevistas individuais com as partes interessadas, feitas através de uma conversa, na sua maioria presencial e informal, abordámos a perceção e o sentimento sobre os principais desafios da região, que soluções podem ser sugeridas ou em que soluções algumas já estão a funcionar, que áreas de melhoria são identificadas e que potencial é reconhecido na região. Foram também identificadas várias potencialidades ou recursos inexplorados na Cova da Beira.

            Até ao momento foram entrevistadas as seguintes Instituições:

Organizações Académicas, de Educação e de Investigação

            Universidade da Beira Interior

            Escola Profissional do Fundão

            Observatório para a Economia e Desenvolvimento Social

Cooperativas e Associações Agrícolas 

            Associação BioEco

            Cooperativa Agrícola de Olivicultores do Fundão

Associações Empresariais 

            Associação Empresarial da Beira Baixa

            Associação Empresarial Covilhã, Belmonte e Penamacor

Associações Culturais

            Associação Cultural da Beira Interior

Movimentos Ambientalistas

            Movimento Académico para a Proteção Ambiental 

Instituições Governamentais

            Câmara Municipal de Belmonte

            Câmara Municipal da Covilhã

            Câmara Municipal do Fundão

Organizações de Inovação

            Living Lab da Cova da Beira – Incubadora a Praça

Associações de Desenvolvimento Rural

            ADERES

            Beira Serra

Organizações Sociais e Humanitárias

            Santa Casa da Misericórdia de Belmonte

            Santa Casa da Misericórdia da Covilhã

            Santa Casa da Misericórdia do Fundão

Organizações de Turismo

            ADXTUR – Agência de Desenvolvimento Turístico das Aldeias de Xisto

Ponto de Situação e Futuros Passos

            Depois da Fase 2, vamos entrar na Fase de Planeamento e Criação de Propostas com as instituições e pessoas interessadas, divididas em grupos de trabalho a partir do próximo mês de Setembro. Entretanto estamos a organizar sessões de auscultação de cidadãos sobre estas temáticas, tendo sido realizados até ao momento 2 eventos na Cooperativa Coolabora na Covilhã e no Mercado Eco de Alpedrinha, no concelho do Fundão.

            Para saber os resultados preliminares do trabalho e mais informação detalhada, pode consultar o relatório disponível neste site.

Francisco Dinis

Membro da equipa do Prout Research Institute de Portugal

Shanti AgostinhoPlano de Desenvolvimento Regional da Cova da Beira
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Ferramentas para Transformar o Mundo

Programa Escolar de Cidadania Activa

Dirigido a estudentes de entre  14 e 18 anos de idade de Centros educativos em Fundão, Covilhã e Belmonte. O projecto educativo “Ferramentas para mudar o mundo” é um programa de formação com base nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visa promover a cidadania activa entre os jovens.

Maheshvara PachecoFerramentas para Transformar o Mundo
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Democracia Económica – Economia para todos….

É espantoso como nos mobilizamos facilmente enquanto sociedade quando sentimos que o sistema político democrático está em perigo. mas muitas vezes assistimos passivos à ditadura ou nepotismo no local de trabalho.

Qual a relação entre sistema político e a economia? O que é a democracia política? E a Económica?

Por de trás de qualquer sociedade existe uma ideologia (conjunto de ideias) dominante que racionaliza as questões inerentes à vida colectiva, servindo de base para os seus valores, ao longo dos séculos. Das ideologias e dos valores surgem as leis que regulam as diferentes interacções entre indivíduos e instituições. Aqui entramos na esfera da política, que interpreta a ideologia e os valores dominantes, para estruturar a sociedade e alcançar objetivos.

Apesar da experiência histórica de Atenas, onde se desenvolveu, ainda que limitado a alguns, um sistema democrático, a maioria destes sistemas políticos foram desenvolvidos nos séculos XIX e XX. Democracia significa que o poder de decisão está nas mãos das pessoas, ou melhor nos cidadãos. Muitos sistemas democráticos surgiram em resposta ao nepotismo político da aristocracia e das instituições religiosas protegidas pelo Estado. No entanto, mesmo nessa altura, a categoria de cidadãos não era estendida a todos os seres humanos, como por exemplo nas sociedades esclavagistas, onde os escravos não tinham qualquer tipo de poder político ou económico. Deste modo, só os proprietários (geralmente homens) poderiam escolher os representantes.

Ao longo do tempo, devido ao activismo social e a pressões históricas (como a I Guerra Mundial), o direito de voto foi alargado aos trabalhadores e ao mundo feminino. Apesar de na teoria ser um sistema pensado para retirar poder político a uma pessoa ou a um grupo limitado, e reflectir o desejo de todos, na prática nos nosso dias quem tem mais poder económico acaba por influenciar todo o sistema. E é aqui que reside o calcanhar de Aquiles da democracia como direito universal; se uma sociedade não é educada, com conhecimentos validados pela ciẽncia e valores humanistas, ou melhor neo humanistas, como poderá fazer escolhas sensatas? Nestas condições a maioria do eleitorado não tem uma abordagem racional em relação aos assuntos a decidir e é facilmente manipulado para premiar com o poder alguns partidos ou pessoas que não estão interessadas no bem coletivo, mas de pequenos interesses de grupos. Estes são os dilemas que nos apresentam a ascensão ao poder do partido nazi na Alemanha e os partidos políticos populistas de hoje em dia, que sabem usar argumentos emocionais, demagógicos e com recurso à não verdade para atingir os seus objectivos de poder.

Ver video sobre a estrutura da Democracia em Atenas.

e ao longo da história

Na esfera económica o sistema capitalista evoluiu e, com os avanços técnicos da revolução industrial, foi possível criar mais bens e aumentar a riqueza das sociedades. No entanto, este desenvolvimento económico foi liderado pelos detentores de capital, guiados pela  directiva da maximização dos lucros num espaço curto de tempo e consequente acumulação de capital nas suas mãos, criando desigualdade na distribuição da riqueza. Aos poucos, os políticos e a política deixaram de ser influenciados pelos aristocratas, para serem pelos industriais e outros agentes de negócios. Com o passar do tempo todos os elementos da sociedade são “obrigados” a vender o seu trabalho para sobreviver, subordinados aos interesses dos que têm poder de empregar. São estes que acabam por tomar as decisões económicas; o que produzir, que quantidades, quem faz o trabalho, quando investir, etc. Tendem a influenciar as decisões políticas, para benefício da sua classe em geral ou mesmo de grupos muito pequenos, para perpetuar o seu poder económico, usando o Estado e a Lei para os seus interesses, à custa do resto da sociedade.

A separação entre poder político e económico deve ser uma realidade, os decisores públicos devem ser eleitos com base nos seus méritos pessoais, conhecimento e carácter.

Deixo aqui um video de Noam Chomsky sobre Democracia e Capitalismo, compatibilidades e incompatibilidades… 

Este centralismo do poder das decisões económicas nas empresas privadas, com as suas consequências negativas na economia, na política e na sociedade em geral, impulsionou desde sempre movimentos populares com outras soluções para a produção de bens e de riqueza e a sua distribuição. Um dos conceitos a explorar é o de Democracia Económica, onde a relação de poder na esfera económica é estruturalmente alterada. Quem trabalha passa também a ter voz nas decisões, ao ser também proprietário. Uma pessoa, um voto é máxima deste tipo de empresas, independentemente do capital investido. Assim o conceito de democracia, onde todos podem emitir opinião sobre os assuntos a decidir, é aplicado na esfera económica. O sentimento de pertença e comunidade de todos é aumentado, a corresponsabilização pelo sucesso económico está na mente de todos, preocupações ambientais e da comunidade são consideradas.

Muitos mitos, receios, pressupostos e ideias não questionadas, impedem-nos de visualizar, pensar e materializar este conceito a uma escala maior. Pensamento estruturado e projectos implementados em torno da ideia de Democracia na esfera económica, são desde já ferramentas disponíveis para essa mudança. Com o desgaste do sistema Capitalista, com as crises económicas cíclicas que trazem pobreza e desemprego, com o recurso ao dinheiro do Estado (proveniente de impostos e de dívida pública) para manter o status quo económico das grandes empresas e bancos, um sentimento descontentamento leva a que a maioria das pessoas possam estar abertas a mudanças.

Estratégias e politicas para as mudanças necessárias já estão pensadas e testadas em escalas pequenas, ver link

Vídeo “We the Owners”,  com alguns exemplos práticos da aplicação do conceito de Democracia Económica

Outro vídeo foca os benefícios, a nível pessoal, de trabalhar em espaços económicos democráticos

Um novo contrato social é necessário, alargando os direitos dos cidadãos para que tenham uma economia saudável e democrática. Se esta for a força mobilizadora da sociedade e das políticas, um conjunto de recursos e know-how podem ser mobilizados para estes objectivos. A separação entre poder político e económico,  passando o controlo das economias para as comunidades a nível local, de forma a que um planeamento racional pode garantir o desenvolvimento económico pensado para beneficiar a todos os habitantes de cada região.

Francisco Dinis

Maheshvara PachecoDemocracia Económica – Economia para todos….
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Não é com pós prilimpimpim que mudamos sistemas!

Como sabemos que temos uma crise sistémica? E como construímos o próximo sistema?

Este vídeo de Gar Alperovitz, historiador e economista político, tenta responder a estas questões:
https://www.youtube.com/watch?v=QT83nyB2Gaw&list=PLQ4lLGWj85FgD49LwvlxN3Sjy_MbLepg8

Em resposta à primeira pergunta, Gar afirma que sabemos que estamos perante um problema dessa natureza quando o sistema apresenta indicadores de decadência, com os modelos e as estratégias utilizadas no passado a já não inverterem o sentido de declínio.

Para o autor, o sistema capitalista está em decadência há muitos anos, mas ainda não entrou em colapso porque o dinheiro do governo está permanentemente a ser injetado na economia. A crise não é política, as reformas já não resultam, é sistémica, por isso há que mudar o sistema.
Quais os indicadores que revelam a estagnação e o declínio do sistema capitalista?
Roar Bjonnes, no seu livro Growing a New Economy, fala das diferentes crises inerentes ao sistema actual:  a crise da desigualdade da distribuição da riqueza, a crise financeira (nunca se criou tanto dinheiro e tanta dívida), a ambiental e a crise de recursos que ameaçam a extinção da civilização humana ou mesmo da espécie. Um conjunto de indicadores nestes campos revelam que as soluções propostas pelo sistema actual já não conseguem resolver…

Como acontecem os processos de transformação de sistemas?
Esse processos levam décadas. Quando os políticos deixam de ter capacidade de resolver os problemas, porque seguem teorias e modus operandi desajustados, surge uma polarização na sociedade (que pode gerar violência), e o sentimento colectivo de que algo está errado no sistema começa a ser sentido de forma premente.

Este é o primeiro passo para o início de um movimento de mudança social e económico. Aqui, começa a existir a sensação que não está além da capacidade humana pensar e desenhar um sistema diferente. Há que ganhar consciência da mudança, estudar, pensar, descrever a situação social vivida com uma narrativa diferente da anterior. Tudo isto gera um debate entre intelectuais e activistas.

Este debate aos poucos vai dando origem a um puzzle mental sobre como será o próximo sistema, por exemplo:
a) Alguns estarão focados no problema da concentração excessiva da riqueza, e começam a explorar a ideia de deixar de haver uma separação entre proprietários e trabalhadores, tornando-se os trabalhadores proprietários do seu local de trabalho, criando um sistema de democracia económica, onde a riqueza criada é gerida coletivamente. Outra solução seria taxar os super ricos, etc.

b) Outros seguirão o caminho de valores e de uma cultura ambiental, criando modelos e soluções mais harmoniosas com a natureza e os seus recursos.
c) As ideias de socialismo serão também exploradas, como a proposta de nacionalização de empresas estratégicas, pois é difícil controlar as corporações com legislação e as empresas capitalistas privilegiam a maximização dos lucros (a questão não é ter lucro, é sim maximizar) em detrimento de outros aspectos, com consequências ambientais e sociais devastadoras. Reduzir o sector privado torna-se importante.

d) Esta pesquisa passará também pelo aspecto cultural. Como nos relacionamos com os outros, como criamos comunidades fortes? Que estruturas económicas podem sustentar estas comunidades?
Como foi dito, todas as mudanças sistémicas requerem tempo: Criação de novas ideias e de nova cultura, realização de experiências a partir destas e o aparecimento de um movimento social exigindo a substituição do sistema vigente.
Para Gar Alperovitz, os heróis do movimento dos direitos cívicos nos EUA (muito visível nos anos 60) são os pensadores e ativistas dos anos 20 e 30, que criaram as condições para as mudanças sistémicas nos estados do sul do país, onde o sistema regulado por leis de segregação racial parecia indestrutível. Este exemplo ilustra o longo tempo necessário para ocorrerem mudanças sistémicas.
Como podemos evoluir, e transcender esta crise sistémica do capitalismo? Estes períodos de instabilidade e violência? Como podemos fazê-lo sem recorrer a uma revolução violenta contra as estruturas/instituições do sistema.
Reconstrução Evolucionária – Disseminação de projectos experimentais enquadrados no novo sistema, como as instituições da democracia económica, com um poder local forte, capazes de mudar a estrutura económica. Havendo depois a necessidade de estes projectos experimentais se tornarem na nova matriz sistémica, ganhando escala, com o foco a nível regional.
E finalmente não é suficiente as ideias novas, as mudanças de narrativa, os novos modelos teóricos e as suas experiências, pois nada disto acontecerá se nós, os indivíduos, não assumirmos que o problema de mudança de sistema também é nosso, algo pessoal: Eu assumo responsabilidade em ser parte da solução.
Inspiração para pensamento e ação transformadores…

Francisco Dinis

Maheshvara PachecoNão é com pós prilimpimpim que mudamos sistemas!
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Vamos parar o jogo da especulação financeira?

Envio o link do podcast com o economista Ricardo Paes Mamede, sobre as causas e as consequências da crise de 1929, nas esferas económicas, políticas e sociais, comparando com a situação actual.

https://www.esquerda.net/audio/grande-depressao-de-1929
Nada como observar e estudar factos do passado e tentar compreendê-los, para ajudar a tomar decisões racionais (racionalidade no contexto neo humanista) para os desafios actuais.

O que se aprendeu  do ponto vista económico com a crise de 1929?
A necessidade de controlar o sistema financeiro, porque se não o dinheiro servirá para especulação financeira. Assim, as pessoas compram coisas na esperança de as vender por um preço mais alto e ficar com os lucros, sem adicionar valor à economia real. Como é exemplo o sector imobiliário, onde o preço das casas sobem porque há “investidores”, tornando-se um bem não acessível à maioria das famílias (exemplo centro histórico das grandes cidades portuguesas).

Como no Imobiliário, o dinheiro é usado para todo tipo de especulação, ações na bolsa de valores, compra de dívida soberana, mercado de futuros de mercadorias, etc, A história acaba sempre da mesma forma, as bolhas rebentam e os chamados “activos desvalorizam”…Quem adquiriu em último lugar esse bem, perde dinheiro.
https://executivedigest.sapo.pt/das-tulipas-ao-subprime/
Está na altura de parar de jogar este jogo, pois os custos sociais são elevados…Contração económica, desemprego, aumento do nível de pobreza, etc.

Em Prout é importante o conceito de desenvolvimento socioeconómico de regiões em primeiro lugar, antes de qualquer integração económica e monetária (ao contrário do que se fez com o Euro). Produzir com os recursos locais, geridos democraticamente, para as necessidades  dos habitantes. O custo da especulação deixa de existir, os recursos (incluindo os financeiros) estão amarrados à economia real. Nesse sentido o PRIP está a desenvolver um estudo de Block Level Planning para a região da Cova da Beira (Belmonte, Covilhã e Fundão), para identificar potencialidades, estrangulamentos económicos e apresentar soluções para o desenvolvimento específico desta região, de forma a sensibilizar os decisores políticos, outros agentes locais e todos os habitantes.

Ps – Há cerca de cem anos atrás a humanidade enfrentou uma pandemia e uma depressão económica profunda, com impactos persistentes durante os anos 30, culminando na devastadora II Guerra Mundial. Pelos vistos estamos a seguir o mesmo guião, com a agravante da crise ambiental…Esperemos que haja mais clarividência para não trilhamos os mesmos caminhos dolorosos…

Francisco Dinis

Maheshvara PachecoVamos parar o jogo da especulação financeira?
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